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  1. A beleza da gravidez. Maria grávida. Ser mãe, ser pai, nascer, crescer, viver. Tudo começa na fecundação. Desde o ventre materno, Deus cuidou de nós. Abrir-se à vida, gerar filhos, formar família, proteger o nascituro. Eis uma fineza do Natal. Deus é humano e mundano, veio salvar o mundo.
  2. O Menino. É a alegria do parto. Natal é a festa da vida. Não podemos temer um Deus que se fez tão pequenino. O Senhor, o Altíssimo, o Poderoso se fez carne, se fez vida, se fez criança. Não há como não amá-lo. Que digam os anjos, os pastores, os magos, Maria e José. Quanta fineza da parte de Deus.
  3. A manjedoura. Eis o berço de Deus. A manjedoura é altar, é tabernáculo, é escola, é recado de Deus. Hoje, a manjedoura do Salvador é o coração humano. Somos casa, templo, moradia, sacrário de Deus. Eis a fineza do amor.
  4. A Maria transforma a estrebaria numa casa para Jesus. Ele troca o céu pela estrebaria. Desceu até ao esterco, ao imundo, ao sujo para tudo salvar, purificar e dignificar. O presépio é o sinal do novo mundo reconciliado: Deus, os anjos, os homens, os animais estão reconciliados. Começou o verdadeiro o paraíso. O deserto se transformou em jardim, o Éden foi recuperado. Eis a fineza da nova criação.
  5. Belém. Cidade o pão. No aramaico é "cidade carne". Deus se fez carne, se fez pão. Quanto humanismo. O cristianismo é um verdadeiro humanismo. Belém, cidade pequena, cidade de Davi, cidade de Jesus. Aqui, o coração vazio se enche de luz. O ódio se transforma em perdão, a tristeza em alegria, o pranto em serviço, a solidão em convívio. Enfim, o Máximo se fez Mínimo.
  6. As Jesus foi amamentado no seio materno e precisou de fraldas. Choraminga entre o asno e o boi. As fraldas são suas primeiras vestes. Na cruz será despojado das vestes. Asno ele é frágil e como é humano. Quanta fineza por parte de Maria e José. Envolvera, o Filho de Deus em fraldas. Um jeito profundo de viver o Natal é a gente revestir-se de Cristo Jesus e despir-se do velho homem. Revestir-se de justiça e de santidade.
  7. Os anjos. São portadores da maior notícia para a humanidade. Convidam os pastores a ir até Belém. Ensinam uma das mais belas orações: "gloria a Deus no céu, e paz na terra". Eis o que o Menino nos trouxe: a adoração, o agradecimento, a glorificação, a magnificação de Deus e convivência pacífica. Estas duas palavras: glória e paz, constituem a espiritualidade do Natal. Consiste em deixar comover, afetar e admirar a Deus e a conviver como irmãos, como amigos, como filhos (as) de Deus, vivendo em paz.
  8. Maria e José. Quanta amabilidade, oração, silêncio, fé eles Como são humildes, pobres, simples. Maria, com pequenos panos e uma montanha de ternura, transformou a estrebaria em casa para Jesus. Deixemos Maria transformar nossa argila, nossas estrebarias interiores em casas limpas e moradia digna de seu Filho.   São José evoca a necessidade do silêncio, a beleza da presença, a obediência à vontade de Deus, generosidade em cuidar de Maria e do menino. 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Dom Orlando Brandes

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Arcebispo de Aparecida